23hs. - Saída de Taquaruçu rumo a Lagoa do tocantins
O dia começou bem cedo, acordando as 3:00 hs da manhã pra organizar as bikes no carro. Muitos equipamentos e muita preocupação de estar esquecendo algo. A viagem foi tranqüila, tirando um quebra mola que quase jogou as bikes pra fora do Transbike. O percurso é bem bacana, com paisagens e passagens por cidades históricas. No caminho nós já vamos notando a mudança de temperatura... Chegamos a Palmas no inicio da tarde, cidade quente e abafada, usamos parte da tarde pra descansar um pouco e arrumar a logística de todos os equipamentos. No inicio da noite fomos até o Taberna pub, local marcado para começar o pedal. Banda de rock tocando, caminhão de apoio recebendo as tralhas de todos. Muita animação! Eu e o Djan voltamos para a casa dele, nosso pedal iria começar em Taquaruçu, foi o tempo de chegar em casa, tomar o último banho confortável e partir para Taquaruçu. No caminho passamos pelos destemidos cilistas. Em taquaruçu rolou uma super macarronada, energia extra pra quem se dispôs a pedalar 800km. Perto de meia noite a turma começa a se alongar e depois de muitas fotos a aventura começa para cada participante. O começo já uma árdua prova do que nos espera, a pior subida da semana já logo nos primeiros minutos. Essa hora já passa muitas coisas pela sua cabeça: “O que eu estou fazendo aqui?”, “Onde é que eu fui me meter?”... E a subida continua... Metro a metro... A parte boa é a quantidade de carros que vai nos acompanhando e nos dando força! Mensagens positivas vão dando força nas pedaladas. No final da subida, ponto mais alto, a primeira parada de tantas... É preciso esperar todos. Uma oração emocionada e lá vamos nós. A primeira novidade é a pedalada noturna, iluminando a estrada de asfalto somente com os nossos faróis a turma vai se distanciando. Toda descida é aproveitada ao máximo... Com ritmo forte nós pedalamos a noite toda! Chegamos por volta de 5:00 hs da manhã de sábado em Lagoa do Tocantins. O café da manhã foi oferecido pelo Prefeito da cidade em sua própria residência.
Um pouco sobre PALMAS TO:
Fundada em 20 de maio de 1989, após a criação do Tocantins pela Constituição de 1988, Palmas primeiro foi criada nas pranchetas dos arquitetos urbanistas, depois pelas mãos dos trabalhadores locais e outros vindos de todo o País, e, por fim, só veio a ser implantada como Capital definitiva em 1º de janeiro de 1990, com a instalação dos poderes constituídos (após a alocação na capital provisória, Miracema do Tocantins). A Capital do Tocantins nascia como a realização dos anseios seculares de autonomia de um povo.
Após quase vinte anos sua população está próxima dos 200 mil habitantes. Setenta por cento das quadras habitadas já estão pavimentadas. O mesmo ocorrendo com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população.
De um modo geral a cidade é caracterizada pelo seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas.
Atualizado em ( 02-mar-2010 )
2º DIA - Lagoa do Tocantins - Ponte Alta do Tocantins
Escrito por André Maurício
11-fev-2010
4 hs - Chegada em Lagoa do Tocantins
8 hs - Café da Manhã na casa do Prefeito de Lagoa do Tocantins
9:30 hs - Saída para ponte Alta do Tocantins (64 km)
INÍCIO DO TRECHO DE TRILHAS
14:00 hs - Chegada em Ponte Alta do tocantins
Depois do já tradicional café da manhã na casa do prefeito de Lagoa do Tocantins, partimos com destino a Ponte Alta TO. Adeus asfalto! Foi o inicio do trecho de terra. Logo na saída da cidade vários grupos de araras nos deram as boas vindas. O trecho de terra é bastante rápido com subidas e descidas constantes até um pequeno trecho de asfalto. Chegando a ponte alta pedalamos por 19.9 km em asfalto, mas a alegria dura pouco, logo após o início do asfalto existe uma subida descomunal. A subida é desleal, principalmente levando em conta que já tínhamos pedalado a noite toda. O trecho de asfalto não é mole, e a chegada em Ponte Alta é uma alegria! Passamos esta noite no ginásio de esportes da cidade, barracas montadas, a turma aproveitou para descansar.
Um pouco sobre Ponte Alta do Tocantins:
Ponte Alta do Tocantins é considerada o portão de entrada do Jalapão. O nome da cidade está associado ao Rio Ponte Alta que nasce nas veredas da serra, chegando já volumoso no ponto em que corta a cidade.
O Rio Ponte Alta sobe no verão e deixa seu rastro na temporada da seca, por isso a construção da ponte de madeira na cidade. O rio forma belas praias, entre elas a Praia do Tamboril, uma das mais populares da região com areias brancas. Seu nome se deve a um frondoso tamboril que está na sua margem direita. O local enfrenta problemas de erosão, exigindo uma aplicação de um plano de manejo.
A região de ponte Alta oferece diversos passeios e atrativos naturais como a cachoeira do Lajeado, os cânions do Sussuapara, a cachoeira da Fumaça, no rio das Balsas, o lago do Caldeirão, e está próxima a outros atrativos do Parque Estadual do Jalapão, um ecossistema único de biodiversidade. A cidade possui infra - estrutura básica de hospedagem, alimentação e guias.
Atualizado em ( 02-mar-2010 )
3º DIA - Ponte Alta - Pousada do Jalapão
Escrito por André Maurício
11-fev-2010
7 hs - Saída de Ponte Alta do Tocantins à Pousada do Jalapão (90 km)
20:30 hs - Chegada na Pousada do Jalapão
Acordamos cedo pra aproveitar a manhã com temperatura mais amena para pedalar. Depois da tradicional foto no portal do Jalapão seguimos pedalando com destino às famosas cachoeiras do Lajeado e da Velha. O visual já é bastante diferente, montes recortados pelo vento nos rodeiam, na metade da manhã o meu termômetro já mostrava 42 graus. O pequeno trecho que vai da pista até a cachoeira do Lajeado é bem a cara do Jalapão, areia clara e fofa. Com o passar do tempo a gente vai se acostumando, evitando os trechos com areia mais funda e mantendo a bicicleta sempre na mesma linha. Achegada a cachoeira é um alívio, água fresca e muito limpa, com algumas pequenas quedas formando pontos de hidromassagem natural. O almoço foi servido perto do caminhão de apoio, que também desceu o trecho de areia estacionando próximo a Cachoeira. Triste decisão, o caminhão acabou atolando várias vezes, o tempo foi fechando, nuvens pesadas no horizonte. Hora de partir. A turma começou o trecho da tarde disposta, o tempo até ajudou, estava nublado e a chuva seria um alívio. Seria sim se a gente não estivesse pedalando no Jalapão, foi uma tempestade. Chuva de prego de verdade! Em poucos momentos a estrada se transformou. Ficou pesada ao ponto de parecer que o pneu estava furado. Alguns trechos com muita lama e atoleiro, na verdade foram 55, 6 km de muita lama e atoleiro. A temperatura baixou para míseros 22 graus, foram 20 graus de variação térmica só nesse dia. Nessa altura do campeonato várias pessoas se utilizaram dos veículos de apoio, alguns guerreiros no entanto enfrentaram toda a lama. Minha chegada foi perto das 21:00 hs. Bike bastante judiada, nunca pedalei em tanta lama na minha vida! Apesar do cansaço a preocupação tinha as seguintes prioridades: Banho, banho na bike, montar barraca, fome e cama. Passamos a noite na antiga pousada do Jalapão, que antes de ser pousada pertencia ao colombiano Pablo Escobar. O lugar está praticamente abandonado, aos olhos apenas de um caseiro. É um complexo de construções com área de diversão e até pista de pouso. A mente fica imaginando como aquilo tudo foi construído e como era usado em plena década de 70.
Atualizado em ( 02-mar-2010 )
4º DIA - Pousada do Jalapão - Mateiros
Escrito por André Maurício
11-fev-2010
7:00 hs Saída da Pousada do Jalapão com Destino a Cachoeira da Velha (25km)
10:00 hs Saída da Cachoeira da Velha com destino Mateiros
Acordamos cedo e fomos conhecer a cachoeira da Velha e a Prainha. Logicamente depois de tanto sofrimento seguimos todos nos carros de apoio. A cachoeira da velha é um dos pontos fortes da viagem, é uma visão fantástica e a prainha nem se fala. Chegando na prainha vimos um grupos que estava em carros 4x4, na verdade esse mesmo pessoal passou pela nossa turma no dia anterior no meio da chuva e de muita lama. Eles estavam simplesmente admirados com o tamanho de nossa vontade e mais ainda impressionados com o trecho que pedalamos no dia anterior. A alegria durou pouco, nosso destino nesse dia era a cidade de Mateiros, ponto mais extremo e distante de Palmas TO. O trecho foi tranquilo, e seguimos em ritmo forte. As nuvens de chuva já se tornavam desesperadoras depois do trauma do dia anterior. Cheguei a pedalar mais forte para evitar um encontro com uma nuvem de chuva, por incrível que pareça. A parada para o almoço foi no povoado do rio novo, situado perto da ponte com o mesmo nome. Pra variar do lado da ponte tinha uma prainha com águas cristalinas. O trecho da tarde com destino as Dunas foi bem tranqüilo, poucas subidas e a turma foi toda reunida e batendo papo. Chegamos na entrada das Dunas no final da tarde, pra chegar próximo as dunas só de 4x4, estrada com areia bastante fofa. O visual das dunas é fantástico, aproveitamos para ver o por do sol em seguida voltamos para a venda da Sra.Benita que fica logo na entrada. Como já estava escuro resolvemos todos ir até mateiros com as bikes nos carros de apoio. A noite em Mateiros foi regada a bastante cerveja, todos felizes com o desenrolar da viagem. Passamos a noite em uma Escola Estadual muito organizada. Noite tranqüila sem a necessidade de barraca.
Cachoeira da Velha:
Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha é a maior cachoeira do Jalapão e uma das suas principais atrações. Nela, as águas correm em grande quantidade, despencando por duas quedas em formato de ferradura, cada uma com mais de 20 metros de largura. Um espetáculo imponente, em que a natureza mostra sua exuberância e toda a sua força.
Bem próximo à Cachoeira da Velha existe uma prainha, de águas doces e mansas, cercada por matas de galeria. Sem dúvida, uma bela opção para o camping. A trilha para chegar da cachoeira à prainha é um atrativo à parte, de fácil caminhada, com paradas para descanso e contemplação.
Dunas:
Um cenário tanto inesperado quanto inesquecível, formado por enormes dunas de areia dourada (areia de quartzo), de até 30 metros de altura. Imagine a sensação de andar por estas areias e contemplar o pôr-do-sol no centro de uma paisagem como esta!
As dunas do Jalapão estão em constante movimento, guiadas pelos ventos. Ao seu redor está a Serra do Espírito Santo, de formação arenosa, cuja ação dos ventos causa sua erosão, originando as dunas.
Atualizado em ( 02-mar-2010 )
5º DIA - Mateiros TO - Rancho Seu Vicente
Escrito por André Maurício
11-fev-2010
8:00hs - Saída para Rancho do seu Vicente(29 km)
Esse é foi o dia mais tranquilo de toda expedição. Somente 29,7 km pela manhã e logo paramos no rancho do Seu Vicente. Lugar estratégico situado próximo ao Fervedouro e Cachoeira da Formiga. O lugar é bem bacana, com infra-estrutura razoável: área de camping, banheiro, bar e próximo ao rio. Depois do almoço fomos conhecer a cachoeira da Formiga que é simplesmente sensacional, águas cristalinas, e depois fomos no fervedouro, que é a atração mais imperdível do Jalapão. Sinceramente não tem como explicar a sensação de ficar flutuando em meio a água e a areia. É indescritível!!! Sensacional! Voltamos no final da tarde para o rancho do seu Vicente, foi o tempo de jantar, arrumar as coisas e dormir.
Cachoeira do Formiga:
A Cachoeira do Formiga é uma pequena queda d`água, cercada por uma vegetação exuberante, de árvores altas, samambaias e moitas de palmeiras nativas. Mas o espetáculo mesmo fica por conta da piscina formada ao pé da cachoeira, onde águas de um verde-esmeralda encantador convidam ao mergulho. Uma jóia onde é possível banhar-se e observar o fundo do poço, com areias calcáreas.
Fervedouro:
Parece um oásis. Em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos, surge um lugar de rara beleza, cercado por bananeiras. Ao seu centro está um grande poço de água azul transparente - na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o banhista mais persistente afundar. No Fervedouro, você vai divertir-se e conhecer a real sensação da leveza.